Foto: MPMG
A segunda fase da Operação Guildas Medievais colocou um policial civil entre os alvos das investigações conduzidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A ação ocorreu nesta quarta-feira (10 de junho) e concentrou diligências no município de Ubá, na Zona da Mata.
Ao todo, os órgãos responsáveis cumpriram oito mandados judiciais na cidade. Além das buscas e apreensões, a Justiça determinou o afastamento cautelar de um servidor público. O investigado também passou a utilizar tornozeleira eletrônica para monitoramento.
Nova etapa busca esclarecer possível esquema de corrupção
Nesta nova fase, os investigadores procuram esclarecer a existência de um possível núcleo de corrupção dentro da associação que já está sob investigação. Além disso, os levantamentos apontam indícios da participação de agentes públicos nas atividades atribuídas ao grupo.
Entre os suspeitos está um policial civil. Conforme a apuração, ele teria repassado informações sigilosas da corporação para integrantes da organização investigada.
Arma foi encontrada durante primeira fase
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), durante a primeira etapa da operação, realizada na quarta-feira (21 de maio), uma arma de fogo e munições pertencentes ao policial foram localizadas na residência de um médico de Ubá que também integra a lista de investigados.
Investigação apura cartel e lavagem de dinheiro
A Operação Guildas Medievais investiga uma organização suspeita de atuar nos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de cartel no setor de fabricação e estampagem de placas automotivas.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o grupo teria exercido controle ilegal sobre o mercado de placas automotivas na Zona da Mata. Além disso, a estrutura contaria com diferentes núcleos de atuação, incluindo setores voltados para coação, gestão financeira e atividades contábeis.
Ainda conforme a investigação, a organização utilizaria esses mecanismos para aliciar empresas, manipular preços, restringir a concorrência e dividir os lucros obtidos com o esquema. Também existem indícios de utilização de “laranjas” para lavagem de dinheiro, assim como relatos de ameaças direcionadas a empresários que recusavam participação no cartel.
Primeira etapa teve ações em Minas Gerais e Rio de Janeiro
Durante a primeira fase da operação, as equipes cumpriram 37 mandados judiciais em cidades de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Entre os municípios alcançados pelas diligências estavam Ubá, Muriaé, Visconde do Rio Branco, Belo Horizonte e a capital fluminense.
Na ocasião, os agentes apreenderam mais de R$ 30 mil em dinheiro, computadores, celulares, uma arma de fogo e outros materiais considerados relevantes para a investigação. Além disso, um médico de Ubá acabou preso em flagrante.
As investigações seguem em andamento.