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Funcionárias denunciam assédio e importunação dentro do HPS em Juiz de Fora

Duas trabalhadoras relataram episódios de assédio envolvendo um colega de trabalho dentro do Hospital de Pronto Socorro (HPS).

Apuração editorial: JF Informa Política de correções →
Foto: JF Informa
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Duas funcionárias, de 23 e 50 anos, denunciaram um colega de trabalho, de 36 anos, por episódios de assédio ocorridos dentro do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora. A ocorrência foi registrada na manhã de sábado (20 de junho) pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

Segundo o registro policial, a trabalhadora de 23 anos afirmou que o homem passou a mão em suas nádegas, retirou a própria camisa, fez comentários de cunho sexual e ainda tentou agarrá-la à força. Diante da situação, ela relatou que precisou empurrá-lo para conseguir se defender.

Além disso, a funcionária apresentou à supervisão da unidade um áudio no qual o colega a ofendia verbalmente e utilizava a expressão “macaca” ao se referir a ela.

De acordo com a chefia do hospital, o arquivo com as ofensas chegou ao conhecimento da supervisão. Ainda conforme o relato feito à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o trabalhador já demonstrava comportamento inadequado há algumas semanas.

Durante o atendimento da ocorrência, uma segunda funcionária, de 50 anos, também procurou os policiais e relatou ter sido importunada pelo mesmo homem. Conforme o depoimento, o caso aconteceu no setor destinado ao armazenamento de produtos de limpeza, onde ele teria tentado forçá-la a praticar atos de natureza sexual.

No momento do registro da ocorrência, os policiais não localizaram o suspeito na unidade de saúde. Em seguida, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) registrou o caso como assédio sexual e encaminhou a ocorrência para investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Prefeitura determina afastamento imediato

Após tomar conhecimento do caso, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que determinou o afastamento imediato do trabalhador junto à empresa terceirizada responsável pelo funcionário. No entanto, o município não divulgou o nome da empresa.

Em nota, a administração municipal afirmou que repudia qualquer tipo de violência de gênero. Além disso, informou que a direção do Hospital de Pronto Socorro (HPS) solicitou que a empresa participe do acolhimento às vítimas e colabore com as forças de segurança durante a apuração da ocorrência.

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