Foto: João Gabriel
Uma capivara foi encontrada carbonizada às margens do Rio Paraibuna, no Bairro Cerâmica, em Juiz de Fora. O caso foi registrado no dia 2 de julho e ganhou repercussão nos últimos dias, depois que imagens do animal circularam nas redes sociais.
Após a divulgação do caso, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) abriu procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência. Segundo a corporação, os levantamentos indicaram que o filhote já estava morto antes de o corpo ser incendiado.
Caso repercutiu após imagens circularem
O encontro do animal carbonizado chamou a atenção de moradores e ampliou a repercussão do caso em Juiz de Fora. Diante disso, o Núcleo de Proteção aos Animais e ao Meio Ambiente da 1ª Delegacia Regional passou a investigar o que havia ocorrido às margens do Rio Paraibuna.
Conforme a apuração, a causa mais provável da morte do filhote foi atropelamento. Depois disso, o corpo permaneceu no local e acabou sendo incendiado em outro momento.
Incêndio aconteceu depois da morte, aponta apuração
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o incêndio ocorreu dois dias depois, em 4 de julho. A investigação aponta que uma mulher, ainda não identificada, ateou fogo ao corpo por causa do estado avançado de decomposição e do forte odor no local.
A corporação separou a ocorrência em duas etapas: primeiro, a morte da capivara; depois, o incêndio do corpo. Por isso, segundo a polícia, o animal já estava sem vida quando o fogo foi provocado.
Polícia não identificou indícios de maus-tratos
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que não constatou indícios da prática de maus-tratos a animais no caso.
Assim, a conclusão da apuração aponta que o filhote encontrado carbonizado no Bairro Cerâmica não morreu em razão do incêndio. A principal hipótese levantada pela polícia é que a morte ocorreu antes, possivelmente por atropelamento.