Duas unidades do Grupo Casas Bahia deixaram de funcionar no Centro de Juiz de Fora. Os estabelecimentos ficavam no calçadão da Rua Halfeld e pertenciam às marcas Casas Bahia e Ponto Frio.
Na unidade da Casas Bahia, um aviso na entrada informou o fim dos atendimentos no endereço. Além disso, o comunicado orientou os clientes a procurar a loja da Rua Batista de Oliveira.
Já o Ponto Frio informou o encerramento da unidade por meio das redes sociais. Até o momento, não há informação sobre quantos colaboradores de Juiz de Fora perderam o emprego com os fechamentos.
Grupo reduz lojas em todo o país
A medida ocorre durante uma série de mudanças adotadas pelo grupo para diminuir custos. Ao todo, cerca de 300 lojas fecharam em diferentes partes do país. Além disso, quase 2 mil funcionários deixaram a empresa.
Segundo a companhia, as ações fazem parte de um plano para enfrentar a pior crise financeira de sua história. Dessa forma, o grupo pretende reorganizar sua estrutura financeira e reduzir despesas.
Pedido de recuperação judicial
Além dos fechamentos, o Grupo Casas Bahia anunciou, na noite de domingo (16 de agosto), um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.
O processo envolve a própria companhia e outras nove empresas do grupo. Ao mesmo tempo, a medida busca reorganizar as finanças e renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas.
A companhia também afirma que pretende manter as operações. Assim, as lojas físicas, o comércio eletrônico e os demais canais de venda devem continuar funcionando.
Medida ainda precisa de aprovação
O Conselho de Administração e o acionista controlador aprovaram a decisão. Em seguida, o grupo protocolou o pedido no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.
Como o pedido ocorreu em caráter de urgência, os acionistas ainda precisarão ratificar a decisão. Para isso, a companhia realizará uma Assembleia Geral Extraordinária.
A recuperação judicial permite que empresas em dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. Além disso, o mecanismo busca evitar a falência, preservar empregos e manter as atividades enquanto a empresa tenta reorganizar suas contas.