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Campanha de doação de livros fortalece acervo da Sala de Pesquisa Adenilde Petrina em Juiz de Fora

A Secretaria Especial da Igualdade Racial (Seir) iniciou uma campanha para receber livros destinados à Sala de Pesquisa Adenilde Petrina.

Foto: Jorge Júnior

A Secretaria Especial da Igualdade Racial (Seir), da Prefeitura de Juiz de Fora, realiza uma campanha para ampliar o acervo da Sala de Pesquisa Adenilde Petrina. O espaço, inaugurado recentemente, integra a estrutura do Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região (CenPre), que funciona na sede da secretaria.

Além disso, a iniciativa convida a população a contribuir com livros em bom estado de conservação. A preferência recai sobre obras que tratem de relações raciais, história, cultura afro-brasileira, povos tradicionais, movimentos sociais, direitos humanos e outros temas relacionados.

Como participar da campanha

Quem desejar colaborar deve entregar os exemplares diretamente na sede da Seir, localizada na Avenida Barão do Rio Branco, nº 2.234, no Centro, em frente ao Parque Halfeld.

Os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Além disso, a secretaria também recebe as doações aos sábados, das 9h às 15h.

Dessa forma, o acervo da Sala de Pesquisa Adenilde Petrina poderá reunir novas obras voltadas aos temas que orientam as atividades do espaço.

Espaço homenageia liderança comunitária

A Sala de Pesquisa leva o nome de Adenilde Petrina Bispo, reconhecida por sua atuação comunitária em Juiz de Fora. Moradora do bairro Santa Cândida, ela dedicou sua trajetória à defesa dos direitos da população periférica e também à democratização da comunicação.

Além disso, Adenilde participou da fundação da Rádio Comunitária Mega FM, veículo de comunicação popular que marcou a década de 1990. Posteriormente, desde 2013, integrou o Coletivo Vozes da Rua, iniciativa voltada à valorização da cultura negra e do hip hop. Ela faleceu na quinta-feira (30 de outubro).

Legado na educação e na igualdade racial

Graduada em Filosofia e História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Adenilde Petrina lecionou durante 28 anos na rede municipal de ensino.

Ao longo desse período, construiu um legado voltado à educação, à formação cidadã e ao pensamento crítico. Por isso, o novo espaço recebeu seu nome em reconhecimento à atuação na promoção da igualdade racial e no enfrentamento ao racismo.

Além de preservar sua trajetória, a Sala de Pesquisa foi concebida como um centro de referência para pesquisas sobre relações raciais, história da população negra e produção de conhecimentos contra-hegemônicos.

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