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Teatro Paschoal Carlos Magno recebe espetáculo premiado sobre a vida e a obra de Manoel de Barros

Com estreia nesta terça-feira (30 de junho) no Cine-Theatro Central, o espetáculo "O tempo só anda de ida" segue para apresentações no Teatro Paschoal Carlos Magno e convida o público a vivenciar a poesia de Manoel de Barros por meio do teatro, da música e de diferentes recursos visuais.

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Foto: Divulgação
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A poesia de Manoel de Barros ganha uma nova forma de expressão nos palcos de Juiz de Fora. O espetáculo “O tempo só anda de ida – um passeio estético sobre a vida e a obra de Manoel de Barros” estreia nesta terça-feira (30 de junho), às 18h30, no Cine-Theatro Central, com ingressos esgotados. Depois disso, a montagem segue para uma curta temporada no Teatro Paschoal Carlos Magno, com apresentações na quinta-feira (3 de julho) e na sexta-feira (4 de julho), sempre às 20h.

Espetáculo convida o público a conhecer a obra de Manoel de Barros

Contemplado pelo Prêmio Palco Central, o espetáculo nasceu com a proposta de aproximar o público da obra de Manoel de Barros. Embora o poeta ocupe um lugar de destaque na literatura brasileira, muitas pessoas ainda não conhecem sua produção. Além disso, quem já teve contato com seus livros encontra no palco uma nova maneira de experimentar sua poesia.

Em vez de apresentar apenas uma adaptação literária, a montagem transforma os versos em uma experiência cênica. Para isso, reúne teatro, literatura, música, narrativas biográficas e diferentes recursos visuais que transportam o espectador para o universo criado pelo poeta.

Pesquisa deu origem à dramaturgia

A equipe desenvolveu o espetáculo a partir de uma ampla pesquisa sobre poemas, entrevistas, escritos autobiográficos e momentos marcantes da trajetória de Manoel de Barros. Com esse material, a produção construiu uma dramaturgia que não pretende explicar o poeta. Ao contrário, convida o público a percorrer um imaginário marcado pelas pequenas coisas, pelos objetos esquecidos, pela infância, pelos silêncios e pelas chamadas “desimportâncias”.

Montagem reúne diferentes linguagens artísticas

Em cena, Cristiano Fernandes, José Mário de Oliveira e Rafaela de Oliveira dão vida à proposta artística. Ao mesmo tempo, projeções, iluminação, sonoridades, imagens poéticas e outros recursos visuais ajudam a criar uma atmosfera inspirada na riqueza da obra de Manoel de Barros.

Além disso, o espetáculo marca duas celebrações importantes. Em 2026, Cristiano Fernandes completa 40 anos de trajetória teatral e mais de duas décadas de atuação como ator, diretor, produtor cultural e arte-educador. Paralelamente, a montagem integra as comemorações dos dez anos da Caravana de Histórias, grupo que desenvolve projetos voltados à promoção da literatura, da arte e da formação de público em Juiz de Fora e região.

Segundo Cristiano Fernandes, idealizador do projeto e protagonista de seu primeiro monólogo, a montagem surgiu do desejo de apresentar a poesia de Manoel de Barros a novos públicos. Para ele, o teatro permite que as pessoas escutem os versos por meio do corpo, da voz, da música, da presença e da imaginação. Além disso, celebrar quatro décadas de teatro e os dez anos da Caravana de Histórias reforça a crença no poder transformador da arte.

Direção aposta em uma experiência sensorial

Com direção de Pádua Teixeira e Alexandre Guttierrez, organização textual de José Luiz Ribeiro e produção da Caravana de Histórias, “O tempo só anda de ida” propõe uma experiência baseada na imaginação, na palavra e na capacidade de reinventar o olhar.

De acordo com Pádua Teixeira, a equipe buscou construir uma linguagem cênica que dialogasse com a liberdade criativa presente na escrita de Manoel de Barros, sem transformar seus poemas em simples ilustrações.

Já Alexandre Guttierrez destaca que a proposta oferece uma experiência sensorial. Por isso, luz, sonoridade, visualidades e atuação permanecem em diálogo durante toda a apresentação, aproximando artistas e espectadores.

Responsável pela organização textual, José Luiz Ribeiro afirma que a pesquisa realizada sobre a vida e a obra do poeta revelou um universo marcado pela imaginação. Assim, o espetáculo convida o público a escutar, sentir e compartilhar toda a delicadeza e a potência criadora presentes na poesia de Manoel de Barros.

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