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Fiscalização suspende atividades em loteamento no bairro Grama após erosão

Escorregamento de terra atingiu área próxima a córrego e também causou problemas em galerias e via pública

Apuração editorial: JF Informa Política de correções →
Foto: Reprodução / Google Maps
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A Fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP) autuou o responsável pelo Loteamento Parque Belvedere, no bairro Grama, após identificar problemas provocados pelo escorregamento de terra. A ação ocorreu na segunda-feira (17 de agosto).

Segundo o registro da Fiscalização, o problema começou no sábado (15 de agosto). Desde então, sedimentos avançaram em direção a um córrego próximo ao empreendimento. Por isso, a situação recebeu classificação de infração gravíssima por degradação ambiental dos recursos hídricos.

Além disso, a equipe encontrou falhas nas medidas de prevenção contra erosões. O local não contava com proteção suficiente, como lonas e canaletas de drenagem.

Terra também atingiu estruturas de drenagem

O carreamento de terra provocou ainda o entupimento de galerias destinadas ao escoamento de águas pluviais. Ao mesmo tempo, a movimentação de sedimentos deixou sujeira na via pública localizada no entorno da obra.

Diante das irregularidades, a Fiscalização emitiu autos de infração relacionados aos danos ambientais e à conspurcação da via pública. As multas referentes aos danos ambientais podem superar R$ 44 mil. Já a penalidade pela sujeira na via pública chega a R$ 6.900.

Além das multas, o responsável recebeu um Auto de Suspensão de Atividades. Com isso, as atividades do loteamento devem permanecer paralisadas.

Suspensão exige medidas emergenciais

A suspensão continuará até que o responsável adote medidas emergenciais para impedir a saída de sólidos dos terrenos. Também será necessário apresentar um plano de manejo para implantação no local.

A medida busca evitar novos escorregamentos de talude. Além disso, o plano deverá impedir que a terra avance para a via pública e para terrenos vizinhos.

O responsável ainda pode apresentar defesa. Depois disso, os autos seguirão para análise e julgamento pela Junta de Julgamento Fiscal.

A atuação da Fiscalização da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) ocorre, portanto, diante dos impactos provocados pela movimentação de terra sobre a área próxima ao empreendimento.

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