Juiz de Fora sediou entre 9 e 11 de setembro, a 9ª Escola de Resiliência de Mercocidades, iniciativa do Programa de Cooperação Sul-Sul da Mercocidades, em parceria com a Rede de Cidades Resilientes (R-Cities). Realizado presencialmente, o encontro reúne representantes de cidades-membro da Mercocidades para três dias de formação, troca de experiências e construção conjunta de estratégias voltadas ao fortalecimento da resiliência urbana.
Com o tema “Infraestrutura para construir cidades cuidadoras, seguras e resilientes – Integrando a perspectiva de gênero ao planejamento e gestão urbana”, a programação aborda ferramentas e conceitos que contribuem para que os municípios estejam mais preparados para antecipar, mitigar e responder a desafios que impactam o desenvolvimento urbano, entre eles as mudanças climáticas, as desigualdades, a violência e outros fatores de risco.
Durante a abertura institucional, realizada no Mercado Municipal de Juiz de Fora, a prefeita Margarida Salomão lembrou as chuvas de fevereiro e a necessidade de reconstruir a cidade pensando no futuro.
“É uma lição muito dura que nós fomos forçados a aprender. Mesmo que consigamos superar as grandes cicatrizes físicas, o impacto social, psicológico, cognitivo, cultural nas cidades é, de fato, um trauma difícil de esquecer. A tarefa da resiliência não é apenas a da reconstrução, mas também da preparação para a emergência climática que tem se manifestado em toda parte do mundo. Não podemos fechar o tema apenas em Juiz de Fora. É importante que nós tenhamos uma discussão internacional. Este evento é parte da tarefa de compartilhar experiências, para que possamos aprender uns com os outros e estarmos de certa forma em condições de enfrentar o que certamente virá.”
Representando o prefeito de Niterói e presidente de Mercocidades, Rodrigo Neves, o secretário-executivo de Mercocidades, Felipe Peixoto, falou sobre a importância da Escola.
“Juiz de Fora participa de uma rede que hoje tem quase 500 cidades no mundo. Do Uruguai até o México, diversas cidades importantes da América Latina fazem parte dessa rede que compartilha experiências e propósitos em prol de termos cidades cada vez mais fortalecidas”, avaliou.
“As mudanças climáticas estão batendo às nossas portas. Todo ano nós teremos uma chuva de grandes proporções. Aconteceu esse ano em Juiz de Fora. Há 16 anos, Niterói sofreu sua maior tragédia na história e, até hoje, estamos reconstruindo a nossa cidade, preparando e tornando nossa cidade resiliente para lidar com as mudanças climáticas”, afirmou.
“Estamos aqui porque vemos, como vimos no ano passado em Niterói, algo que é extremamente importante: governos locais preocupados em dar respostas efetivas aos problemas enfrentados pela população. As mudanças climáticas não vão parar. Lamentavelmente, as notícias e os acontecimentos são uma realidade que vivemos. Mas, se podemos nos preparar, se podemos aprender e se podemos nos recuperar, estaremos mais preparados para enfrentar essas situações e nos recuperar delas”, destacou o coordenador responsável pela Secretaria Técnica Permanente de Mercocidades, Jorge Rodriguez.
Na sequência, foi promovida uma mesa temática sobre “Infraestruturas para construir cidades cuidadoras, seguras e resilientes”, reunindo Javier Garduño, diretor para a América Latina da Rede de Cidades Resilientes (R-Cities); Rodrigo Perpétuo, secretário-executivo do ICLEI América do Sul; e Leticia Sibinelli, Institutional & Data Advisor do Global Covenant of Mayors for Climate and Energy – LATAM. A mesa foi moderada pela secretária de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Prefeitura de Juiz de Fora, Aline de Rocha Junqueira.
O primeiro dia também foi dedicado à apresentação das cidades participantes, permitindo o compartilhamento de diferentes realidades e desafios relacionados à resiliência, além de uma apresentação sobre Mercocidades e seu Programa de Cooperação Sul-Sul e uma introdução ao conceito de resiliência urbana.
Na quinta-feira, 10, as atividades seguiram no Hotel Serrano, com conteúdos sobre estratégia e dimensões da resiliência, conduzidos pela equipe da R-Cities. A programação incluiu ainda o Laboratório de Resiliência, desenvolvido em etapas práticas para que os participantes trabalhem a partir de ferramentas específicas, identifiquem desafios e construam possíveis soluções, com posterior apresentação e discussão em plenária.
Nesta sexta-feira, 11, a programação incluiu visita temática ao Morro do Imperador. A atividade integra a proposta de aproximar os conteúdos trabalhados durante a Escola da realidade dos territórios. O encontro será encerrado após as avaliações e uma atividade de fechamento.
Fonte: Prefeitura de Juiz de Fora
Autoria original: Portal PJF
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