Foto: Divulgação / Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nesta terça-feira (16 de junho), a segunda fase da Operação Estorno com o objetivo de enfraquecer uma organização criminosa investigada por fraudes bancárias, clonagem de cartões, invasão de contas digitais e uso fraudulento de linhas telefônicas.
Durante a operação, os policiais prenderam em flagrante cinco investigados, com idades entre 22 e 28 anos. Todas as prisões ocorreram em Juiz de Fora, nos bairros Santa Luzia, Santos Dumont, Monte Castelo, Caiçaras e Marilândia. Além disso, as equipes cumpriram mandados de busca e apreensão também nos municípios de Leopoldina e Belmiro Braga, na Zona da Mata.


Em Belmiro Braga, um dos alvos da investigação percebeu a chegada dos policiais e fugiu. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o investigado rompeu a tornozeleira eletrônica que utilizava em razão de outros crimes e, até o momento, permanece foragido. Ele já havia sido preso durante a primeira fase da operação.
Já em Leopoldina, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão para recolher materiais considerados importantes para o andamento das investigações.
Materiais apreendidos
Ao longo da ação, os policiais recolheram celulares, cartões bancários, chips telefônicos, dinheiro em espécie, documentos e diversos itens relacionados a compras realizadas por meio das fraudes investigadas.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), as medidas judiciais desta etapa tiveram como foco investigados apontados como responsáveis pela liderança e coordenação da organização criminosa.
Agora, os peritos e investigadores vão analisar todo o material arrecadado. Dessa forma, a corporação busca aprofundar as apurações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Márcio Rocha, esta fase permitiu alcançar integrantes que exerciam funções estratégicas dentro da organização criminosa. Além disso, o material apreendido deve contribuir para ampliar as provas já reunidas e ajudar na compreensão da estrutura utilizada pelo grupo para praticar fraudes em diferentes estados do país.
Primeira fase ocorreu em 2025
A primeira etapa da Operação Estorno aconteceu em novembro de 2025 por meio de uma ação integrada entre a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).
Na ocasião, as equipes cumpriram dez mandados de busca e apreensão e efetuaram cinco prisões, sendo duas por determinação judicial e três em flagrante. As ações ocorreram em Juiz de Fora, Bicas e na capital fluminense.
Ainda naquela fase, os policiais apreenderam computadores, notebooks, celulares, equipamentos eletrônicos, cartões utilizados nas fraudes, roupas, perfumes, artigos de luxo adquiridos com recursos ilícitos, além de uma pistola e centenas de munições.
Investigações continuam
As investigações começaram após uma denúncia registrada no Paraná. A partir desse fato, os levantamentos indicaram que parte da estrutura criminosa atuava em Juiz de Fora.
Conforme a apuração, o grupo utilizava um esquema voltado para a obtenção ilegal de dados bancários, clonagem de cartões de crédito e sequestro virtual de linhas telefônicas. Com isso, as vítimas permaneciam incomunicáveis enquanto os investigados realizavam compras de alto valor em estabelecimentos físicos e virtuais.
As investigações seguem em andamento.