Foto: João Gabriel
A Prefeitura de Juiz de Fora encaminhou à Câmara Municipal, nesta quarta-feira (8 de julho), um projeto de lei para viabilizar a contratação de financiamento destinado às obras de contenção na Estrada Engenheiro Gentil Forn. A proposta prevê um investimento total de quase R$ 91 milhões na intervenção.
De acordo com o texto apresentado pelo Executivo, o município quer contratar aproximadamente R$ 86,4 milhões junto à Caixa Econômica Federal. Além disso, a administração municipal deve aportar cerca de R$ 4,5 milhões como contrapartida. Com isso, o valor estimado para a execução das obras chega a quase R$ 91 milhões.
Reunião com vereadores marcou anúncio
O envio do projeto foi anunciado durante uma reunião com vereadores e vereadoras realizada na tarde desta quarta-feira (8 de julho). Na ocasião, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, informou aos parlamentares que a nova operação de financiamento vai alterar o planejamento de outras obras antes previstas em outra linha de crédito.
Segundo a prefeita, a Prefeitura não dará continuidade, neste momento, aos projetos de requalificação das margens do Rio Paraibuna e de construção da quinta adutora da Companhia de Saneamento Municipal (Cesama), que inicialmente seriam viabilizados por meio de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Prefeitura muda prioridades após situação emergencial
Durante a reunião, Margarida Salomão afirmou que o cenário de calamidade impôs uma nova agenda ao governo municipal. Na fala, a prefeita citou a necessidade de reconstrução de áreas como o Morro do Cristo, a Curva da Miséria e a própria Gentil Forn como intervenções emergenciais, inevitáveis e inadiáveis.
“A calamidade estabeleceu uma outra agenda para o governo. Eu não imaginava, nesse segundo mandato, ter que fazer a reconstrução do Morro do Cristo, da Curva da Miséria, da Gentil Forn. Mas essas são situações absolutamente emergenciais, inevitáveis e inadiáveis. Nesses termos, abrimos mão dessas outras ações em benefício da Gentil Forn e de cerca de 50 mil pessoas atingidas pelo seu fechamento”, declarou a prefeita.
Ainda conforme a Prefeitura, a mudança de prioridade ocorre para atender a demanda gerada pelo fechamento da estrada e pelos impactos causados à população afetada.
Projetos ficam em segundo plano
Os dois projetos que deixam de avançar por meio do financiamento junto ao BNDES somam cifras elevadas. A quinta adutora da Cesama tinha previsão de investimento de R$ 160 milhões. Já a requalificação das margens do Rio Paraibuna estava estimada em R$ 150 milhões.
Apesar disso, a Prefeitura destacou que a decisão anunciada não compromete as ações voltadas à despoluição do Rio Paraibuna. Segundo o Executivo, essas iniciativas seguem com outras fontes de financiamento.