Foto: Divulgação / Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, na terça-feira (16 de junho), o inquérito da operação Faetonte 02, realizada em abril deste ano em Viçosa, na Zona da Mata. Como resultado das investigações, 12 pessoas foram indiciadas por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo a apuração conduzida pela equipe responsável por investigações relacionadas ao tráfico de drogas e homicídios no município, o grupo atuava de forma estruturada em diferentes regiões da cidade. Entre os locais identificados estão os bairros São Sebastião, Vale do Sol, Morro do Café, Fuad Chequer e áreas próximas.
Investigação apontou divisão de funções no grupo
De acordo com a Polícia Civil, os integrantes exerciam funções distintas dentro da organização. Além disso, a investigação identificou o controle de pontos de venda de drogas, a movimentação clandestina de recursos e a utilização de contas bancárias de terceiros para ocultar valores oriundos do tráfico.
Ainda conforme o inquérito, os policiais reuniram elementos que indicam a prática de lavagem de dinheiro por meio da movimentação financeira realizada por pessoas ligadas ao esquema.
Operação cumpriu mandados e apreendeu materiais
Durante a operação Faetonte 02, as equipes cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. Além disso, os policiais recolheram drogas, aparelhos celulares, veículos, dinheiro e outros materiais relacionados às atividades investigadas.
Posteriormente, os itens passaram por perícia e passaram a integrar o conjunto de provas reunidas durante a investigação, fortalecendo os elementos apresentados no inquérito.
Contas bancárias foram bloqueadas pela Justiça
Com base nas provas produzidas ao longo das apurações, a Polícia Civil obteve na Justiça o bloqueio de contas bancárias vinculadas a investigados apontados como participantes da estrutura financeira da organização criminosa.
Além disso, o delegado responsável pelo caso, Renato Zanco, solicitou que eventuais valores declarados perdidos em favor do Estado sejam destinados ao fortalecimento de ações de combate ao tráfico de drogas e aos crimes contra a vida.
O delegado também representou pela manutenção das prisões preventivas dos principais integrantes do grupo. Segundo ele, a medida busca preservar a ordem pública e impedir a continuidade das atividades criminosas.
Ao comentar o encerramento do inquérito, Renato Zanco destacou o trabalho desenvolvido pela instituição no enfrentamento ao crime organizado e na apuração de crimes contra a vida na região.
Após a conclusão dos trabalhos, a Polícia Civil encaminhou o procedimento investigativo ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.