A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Saúde (SS), realizará, no sábado (18 de julho), o Dia D de testagem rápida para hepatites virais. A mobilização acontecerá no Centro de Vigilância em Saúde, localizado na Avenida dos Andradas, 523, no bairro Morro da Glória, das 8h às 15h.
Além de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, a iniciativa integra a campanha Julho Amarelo. Dessa forma, a ação também busca reforçar a prevenção e ampliar a conscientização sobre as hepatites virais, que podem evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais.
Testes rápidos e vacinação estarão disponíveis
Durante o atendimento, a equipe oferecerá testes rápidos para hepatites B e C, sífilis e HIV. Além disso, pessoas que utilizam a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) poderão atualizar a caderneta de vacinação com os imunizantes contra hepatite A, hepatite B e HPV, conforme a indicação.
Ao mesmo tempo, as demais vacinas previstas no calendário de vacinação do adulto também ficarão disponíveis para a população.
Campanha reforça a prevenção das hepatites virais
O Julho Amarelo, instituído pelo Ministério da Saúde (MS), fortalece as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais em todo o país. Além disso, a campanha antecede o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho e criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Doença pode não apresentar sintomas no início
As hepatites virais provocam inflamação no fígado e podem ser causadas pelos vírus dos tipos A, B, C, D e E. No entanto, muitas pessoas não apresentam sintomas no início da infecção. Por isso, a testagem representa uma ferramenta importante para identificar a doença precocemente.
Quando surgem manifestações da doença, elas podem incluir cansaço intenso, pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, náuseas e vômitos.
Formas de transmissão e prevenção
As hepatites A e E se transmitem, principalmente, pelo consumo de água e alimentos contaminados ou por condições inadequadas de higiene. Já as hepatites B, C e D têm relação, principalmente, com o contato com sangue contaminado, o compartilhamento de objetos perfurocortantes e relações sexuais desprotegidas. A hepatite D ocorre apenas em pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B.
Para reduzir os riscos, a Secretaria de Saúde orienta medidas como higienizar corretamente as mãos e os alimentos, consumir água tratada, utilizar preservativos, evitar o compartilhamento de objetos que possam entrar em contato com sangue e manter a vacinação contra hepatite B, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além disso, a pasta destaca que o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento oportuno, reduz o risco de complicações e contribui para interromper a cadeia de transmissão. A testagem rápida também ocorre de forma segura e sigilosa.