A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (16 de julho), a segunda etapa da Operação R2, que investiga um suposto esquema de fraude no Exame Nacional da Avaliação da Formação Médica (ENAMED). A apuração envolve suspeitas de irregularidades em uma prova utilizada como etapa de seleção para programas de residência médica.
Durante a ação, os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram nas cidades de Rio de Janeiro (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Barretos (SP), Paragominas (PA) e Imperatriz (MA). Além disso, os policiais recolheram aparelhos celulares que poderão auxiliar no andamento das investigações.
Como funcionaria o esquema
Segundo a Polícia Federal, os investigados teriam adotado duas estratégias principais para fraudar o exame.
Uma delas consistia no envio de respostas durante a aplicação da prova. Para isso, candidatos utilizariam dispositivos eletrônicos, entre eles minicelulares e relógios inteligentes.
A outra modalidade envolvia a participação de terceiros. Conforme a investigação, pessoas contratadas utilizariam documentos falsos para realizar o exame no lugar dos candidatos inscritos.
Ainda de acordo com a corporação, os participantes do esquema poderiam pagar até R$ 140 mil caso fossem aprovados.
Caso começou após prisões
A investigação teve início depois de prisões em flagrante registradas durante a aplicação do exame em Minas Gerais, no ano passado. A partir desse episódio, a Polícia Federal deu sequência às apurações, que agora chegaram à segunda fase da Operação R2.