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Suspeita de integrar facção criminosa é presa durante nova fase da operação Rapina em MG

Polícia Civil de Minas Gerais investiga grupo suspeito de roubos, sequestros e explosão de agência bancária na Zona da Mata.

Apuração editorial: JF Informa Política de correções →
Foto: PCMG
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nesta quinta-feira (28 de maio), a segunda fase da operação Rapina e prendeu uma mulher de 31 anos investigada por participação em uma organização criminosa ligada a uma facção que atua em Minas Gerais. A prisão aconteceu em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a investigada teria participado de um roubo ocorrido em Dona Euzébia, na Zona da Mata, no dia 20 de março deste ano. Com a nova prisão, as investigações já resultaram na captura de 17 integrantes do grupo criminoso.

Além disso, os levantamentos apontaram que a mulher também teria cedido a própria residência para esconder um suspeito foragido investigado por envolvimento em um caso de extorsão mediante sequestro registrado na quarta-feira (27 de maio), em Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha.

Conforme a apuração da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), um áudio analisado pelos investigadores mostra que a suspeita considerava o homem “um irmão” e autorizava a permanência dele no imóvel. No entanto, os policiais não localizaram o foragido.

Vítimas ficaram em cárcere privado durante roubo

As investigações ainda revelaram detalhes do crime registrado em Dona Euzébia. Na ocasião, criminosos mantiveram vítimas em cárcere privado enquanto procuravam informações sobre bens, valores e transferências bancárias. Além disso, as vítimas sofreram agressões físicas e psicológicas durante a ação criminosa.

Enquanto avançava nas investigações, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também identificou a participação do mesmo núcleo criminoso em uma tentativa de roubo ocorrida em Rodeiro, no último dia 9 de maio.

Na ação, cinco investigados ligados à facção acabaram presos durante uma operação integrada entre delegacias de Cataguases, Ubá, Rio Pomba e Visconde do Rio Branco. Segundo a polícia, o grupo tentava invadir a residência do proprietário de um correspondente bancário da cidade.

De acordo com as investigações, os suspeitos planejavam manter a família refém durante toda a madrugada para facilitar o roubo. Ainda conforme a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os investigados estavam armados, utilizavam um veículo clonado e portavam objetos normalmente usados nesse tipo de crime.

Durante a operação, os policiais cumpriram mandados de prisão temporária, busca e apreensão, além da quebra de dados telemáticos nas cidades de Juatuba, Turmalina, Ubá e Rodeiro. Um veículo também foi apreendido.

Grupo também é investigado por explosão de banco

Conforme as investigações, o grupo criminoso também aparece como responsável pela explosão de uma agência bancária em Guidoval, registrada em abril deste ano, além de outros crimes patrimoniais violentos na Zona da Mata.

Ainda segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a organização criminosa possui estrutura definida, divisão de funções e atuação com armamento pesado, veículos adulterados e métodos violentos contra as vítimas.

O delegado Giovane Dantas, responsável pelo caso, destacou que as investigações seguem de forma contínua e estratégica para identificar e responsabilizar todos os integrantes da facção criminosa. Segundo ele, as ações já provocaram impactos significativos na atuação do grupo em Minas Gerais.

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