Foto: Tomaz Silva
A Petrobras informou, nesta quinta-feira (28 de maio), um novo reajuste no preço da gasolina A vendida para distribuidoras. Apesar do aumento de R$ 0,48 por litro, a estatal aplicará um desconto de R$ 0,44. Dessa forma, o impacto efetivo previsto será de R$ 0,04 por litro.
Além disso, a empresa explicou que a gasolina A corresponde ao combustível puro comercializado pelas refinarias antes da mistura obrigatória com etanol anidro. Depois dessa etapa, o produto passa a ser chamado de gasolina C, que chega aos postos de combustíveis.
Segundo a Petrobras, o desconto ocorre após o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na segunda-feira (25 de maio). A medida criou um subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina. Assim, o governo assumirá parte do custo do combustível.
Ainda de acordo com a medida, o benefício terá duração de dois meses. Enquanto isso, o governo busca reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo, cenário influenciado pela guerra no Oriente Médio.
O subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A Petrobras também informou que sua participação no preço final da gasolina ao consumidor passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. Conforme a estatal, o reajuste residual na gasolina C vendida nos postos poderá chegar a, no máximo, R$ 0,03 por litro.
Reajuste já vinha sendo sinalizado
No fim de abril, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia indicado a possibilidade de aumento nos preços da gasolina nas refinarias. Na ocasião, ela afirmou que a estatal poderia reajustar os valores caso o governo aprovasse um desconto para produtores e importadores de combustíveis.
Segundo Chambriard, a medida abriria espaço para mudanças nos preços praticados pela Petrobras sem impacto direto ao consumidor final.
Guerra no Oriente Médio pressiona petróleo
A alta do petróleo no mercado internacional ganhou força após o avanço da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Além disso, o bloqueio da passagem de navios pelo Estreito de Ormuz afetou o comércio global da commodity.
Atualmente, mais de 20% do petróleo mundial passa pela região. Por causa da restrição na oferta, os preços dispararam desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
De acordo com os dados citados, o petróleo Brent saiu de US$ 72,48 por barril para US$ 94,29 no fechamento da quarta-feira (27 de maio). O avanço representa alta de 30%.