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Projeto da UFJF oferece tratamento de canal gratuito a pacientes oncológicos e crônicos

Atendimento ocorre às segundas-feiras e prioriza pacientes com câncer, além de receber pessoas com doença renal crônica e outras condições sistêmicas.

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Foto: Twin Alvarenga / UFJF
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A Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) oferece tratamento de canal gratuito para pacientes que precisam de cuidados especiais. O projeto prioriza pessoas com câncer, principalmente na região da cabeça e pescoço. Além disso, a equipe recebe pacientes com doenças crônicas ou sistêmicas.

Chamado de Tratamento Endodôntico para Pacientes Oncológicos (Tepos), o projeto surgiu em junho de 2025. Inicialmente, a iniciativa atendia pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Entretanto, profissionais de saúde passaram a encaminhar pessoas com outras condições devido à complexidade dos casos e às limitações de atendimento especializado.

Com isso, o Tepos também passou a receber pacientes com doença renal crônica, imunossuprimidos e pessoas com condições como diabetes e hipertensão arterial de difícil controle. Ainda assim, pacientes oncológicos continuam com prioridade.

Atendimento ocorre semanalmente na UFJF

A equipe atende até seis pacientes por segunda-feira, das 17h às 19h, na Faculdade de Odontologia da UFJF. Dependendo da complexidade, porém, o paciente pode precisar de várias sessões para concluir o tratamento.

Moradores de Juiz de Fora e da Zona da Mata que atendam aos critérios podem procurar o serviço. Primeiro, o interessado pode solicitar uma guia de encaminhamento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após a avaliação inicial, deve procurar o setor de Acolhimento da Faculdade de Odontologia.

Além disso, o projeto também recebe contatos diretamente pelo WhatsApp (32) 99804-1660 para avaliação inicial.

Tratamento ajuda a eliminar focos de infecção

O canal fica na parte interna do dente e abriga nervos, fibras e vasos sanguíneos. Dessa forma, uma cárie profunda ou uma fratura pode atingir essa região. Quando bactérias entram em contato com a área, podem provocar inflamação, infecção e dor.

No caso de pacientes com câncer de cabeça ou pescoço, eliminar possíveis focos de infecção antes do tratamento oncológico ganha ainda mais importância. Principalmente antes da radioterapia, os cuidados odontológicos ajudam a evitar complicações relacionadas a dentes infectados.

Já em pessoas com diabetes, algumas infecções bucais podem interferir no controle da glicemia. Segundo as informações do projeto, uma inflamação persistente pode dificultar a regulação da glicose no sangue.

Durante o tratamento de canal, a equipe remove a polpa inflamada, infectada ou necrosada. Depois, limpa e desinfecta os canais da raiz, preenche e sela a região. Por fim, o profissional restaura o dente.

Equipe acompanha condições de saúde dos pacientes

O atendimento exige atenção ao estado geral de saúde de cada paciente. Por isso, a equipe pode manter contato com outros profissionais responsáveis pelo acompanhamento clínico. Algumas condições, inclusive, podem exigir mudanças ou uma interrupção temporária do tratamento odontológico.

Dois professores da área de estomatologia, seis estudantes de graduação em fase final do curso, um aluno de mestrado e outro de doutorado integram a equipe. Além do atendimento à comunidade, o projeto também oferece experiência clínica aos estudantes de Odontologia.

Os participantes utilizam equipamentos como motores endodônticos e limas especiais. Esses recursos ajudam a equipe a realizar determinados tratamentos em menos sessões quando comparados às técnicas manuais anteriores.

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